domingo, 2 de setembro de 2018

As muitas formas de olhar para um chinelo_A irmã mais velha


Era uma vez, há muito tempo uma Cinderela mais informal que estava a ir para um baile mais informal. Um dos seus chinelos partiu-se.
A Cinderela andava com eles há muito tempo, corria com aquilo, jogava futebol com eles calçados e tudo e, um dia, quando estava a ir para um evento a pé, o seu chinelo partiu-se.
Não houve grande problema imediatamente, pois a Cinderela já tinha chegado ao evento, mas quando foi para sair a Cinderela e os seus cocheiros, que eram competentes ao ponto de não terem trazido o coche, acharam que o pé que estava de fora era demasiado sensível para ir no chão. Pensou-se em levar a Cinderela ao colo (possibilidade que foi refutada logo, os cocheiros não conseguiam carregar com ela), pensou-se em fazê-la ir ao pé-coxinho (refutado, pois a princesa cansar-se-ia rapidamente) e finalmente, Cinderela e os seus cocheiros chegaram à conclusão de que a melhor opção seria trazerem emprestados um par de crocs brancos que estavam lá, no local do evento, a fazer de decoração. Cinderela calçou-os, então, e deixou lá o chinelo que se tinha mantido fiel ao seu pé, uma espécie de troca.
Quando foi devolver os crocs deixou lá estar o chinelo para simbolizar a sua fragilidade (ou, noutra interpretação, a falta de qualidade dos chinelos do chinês).

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